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LUÍS LOURENÇO TOMOU POSSE ONTEM COMO 2º COMANDANTE DOS BOMBEIROS DE MIRA

MIRA

Decorreu ontem, em cerimónia em que participaram os corpos diretivos, o corpo ativo, o comandante, outros bombeiros e familiares e autarcas, a posse do 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Mira, Luís Lourenço.

Antes da tomada de posse do 2º Comandante, diversos bombeiros foram agraciados.

O agora número 2 do comando destes Soldados da Paz, referiu ter “muito orgulho por conhecer a história da instituição e em fazer parte dela há quase 30 anos.”

E, continuou, “grande inquietação por saber o que há a fazer para honrar essa história e muita incerteza por não saber se estarei à altura.”

“independentemente dos regimes políticos, das crises económicas e das dinâmicas sociais”, sublinhou, “esta instituição ao longo da sua existência tem conseguido, com maiores ou menores dificuldades, honrar os nobres desígnios que, estatuariamente, lhe foram atribuídos pelos seus fundadores”. O que aconteceu em 1982.

Luís Lourenço recordou, ainda, que “desde essa altura, cada homem e cada mulher que por cá passaram, quer no corpo de bombeiros, quer na associação, deixaram parte de si e do seu esforço” e, continuou, “por vezes parte da sua própria vida.”

O 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Mira “ao assumir” o lugar de 2º Comandante diz que lhe percorre “um sentimento de grande responsabilidade.”

O Comandante João Maduro, além de algumas referências a bombeiros, e agradecimentos a quem lhe deu a mão quando “entrei para esta casa com 13 anos”, lembrou que teve “carta branca” para escolher a sua equipa e daí a escolha de Luís Lourenço “pelos seus princípios, pela sua competência, pela sua dignidade e pela sua honestidade.”

A equipa de João Maduro “ainda não está completa, falta o adjunto”, mas, frisa o Comandante, “já ficamos duas pessoas a conseguir dar respostas”. O Comandante reconheceu “o trabalho das chefias” e espera “poder continuar com os vossos contributos, a vossa ajuda na organização, com a vossa ajuda no trabalho.”

Pediu ao presidente da Câmara para “não olhar para trás para apoiar esta casa, sei que tem feito um esforço nos últimos tempos para apoiar esta casa” que “nós estamos cá para dar o nosso melhor.”

Alda Leça, a presidente, deixou “uma palavra de apreço e agradecimento” aos agraciados e ao 2º Comandante e salientou “pelo serviço prestado, pela dedicação, disponibilidade e abnegação” de Luís Pires, a presidente disse “muito obrigado.”

Por sua vez, o presidente da Assembleia Geral, José Carlos Garrucho, disse que “resumia tudo nesta ideia: a casa está arrumada.” E frisou que “a casa vai continuar e é preciso muitos atos, muitos gestos, muito trabalho, muita dedicação”.

Lembrou “os tempos difíceis” e, depois de “organizarmos as coisas”, a associação “está a funcionar bem e a cumprir todas as obrigações e o corpo ativo também está capaz de dar resposta às necessidades da comunidade.”

José Carlos Garrucho disse, ainda, que “esta associação e o seu corpo de bombeiros são o orgulho da nossa terra, não apenas um orgulho para ostentar, mas um orgulho de eficácia para a resposta e prontidão”. 

“A coragem, a abnegação, o companheirismo, a camaradagem, absolutamente extraordinária””, foram referidas pelo número um da Assembleia Geral que adiantou ser “um exemplo para toda a gente.”

Ao edil Raul Almeida, José Carlos Garrucho disse: “senhor presidente, não se acanhe de apoiar esta instituição e o funcionamento poderoso das pessoas que fazem parte.”

“SEMPRE AO VOSSO LADO, NOS APOIOS QUE PUDERMOS DAR”

Finalmente, Raul Almeida, presidente da Câmara Municipal de Mira, lembrou que “hoje fecha-se um ciclo, depois de um ano que os nossos bombeiros viveram, nós, poder político em Mira, também vivemos esses problemas”.

Lembrou que “o desafio é grande” e referiu que estarão, ele o executivo municipal,  “sempre ao vosso lado nos apoios que pudermos dar.”

Sublinhou que “vivemos um momento importante em termos de Proteção Civil” também “em termos de apoios comunitários, que do Portugal 20.20, que do PRR”. E referiu que “nós próprios, Município, não conseguimos viver, não conseguimos fazer aquilo que fazemos, se não tivéssemos estes apoios.”

“Eu serei sempre uma voz contra coisas que estão a acontecer com o PRR”, frisou e exemplificou: “o PRR neste momento está a financiar despesas correntes do ICNF e eu serei sempre uma voz a favor de que algumas dessas verbas sejam canalizadas paras os bombeiros e para a Proteção Civil efetiva e não paras as despesas do ICNF, para o seu dia-a-dia, par o seu funcionamento.”

Lembrou há “dinheiros do Portugal 20.30 que virão” e depois de passarem pelos canais próprios (CCDRs, CIMs) e que “depois da gestão feita pela CIMS” poderá chegar aos bombeiros. E aqui também “estarei sempre ao vosso lado.”

Recordou também que “ao longo destes anos temos apoiado” e deixou a promessa de que “continuaremos a apoiar.” Lembrou ainda “a criação das EIPs” tendo referido terem “já assinado o contrato” e que “cada uma delas custa cerca de 40 mil euros”. Assim, adiantou, “as três custaram 120 mil euros.” “Não me arrependo dessa decisão”, confessou.

Reuniram com a direção, lembrou, para falar “de outros apoios, nomeadamente de apoios fiscais, benefícios de isenção de algumas taxas, para que os bombeiros e para incentivar, cada vez mais, as pessoas a virem para os bombeiros e também uma forma de agradecer aquilo que vocês fazem no dia-a-dia como bombeiros.”

Terminou dizendo que “enquanto presidente de Câmara durmo descansado por causa dos homens que estão desse lado, por causa dos bombeiros que tenho. Sei que o socorro está assegurado e, por isso mesmo, durmo descansado.”

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