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 A JAL DOMUS NOSTRA VISTA POR PEDRO GORDO: “É ALGO INEXPLICÁVEL E QUE NOS DÁ MOTIVAÇÃO E FORÇA PARA FAZERMOS O NOSSO CAMINHO E PROCURAR ENGRANDECER E ENRIQUECER COM ESSA EXPERIÊNCIA O NOSSO CLUBE”

MIRA

Ouvimos falar da JAL DOMUS NOSTRA por alturas da apresentação do DOMUS TRAIL.

E quisemos saber mais junto do clube mãe, o Clube DOMUS NOSTRA.

Pedro Gordo, vice-presidente da coletividade de Portomar, começou por nos dizer que a JAL DOMUS NOSTRA é um projeto que nos orgulha e nos motiva a sermos melhores enquanto atletas, mas sobretudo enquanto pessoas e enquanto coletividade com responsabilidades sociais.”

E continuou: “Sabemos que temos junto de nós e no nosso país dificuldades, mas nada comparáveis às existentes em Cabo Verde e sobretudo numa ilha ainda mais isolada e com bens de necessidades básicas escassos ou mesmo inexistentes para toda a população e ainda mais para quem quer ser atleta. Apercebermo-nos da alegria e felicidade com que praticam desporto e usam as cores do nosso clube é algo inexplicável e que nos dá motivação e força para fazermos o nosso caminho e procurar engrandecer e enriquecer com essa experiência o nosso clube. “

Conhecedor do que fala, aquele dirigente referiu que “por sabermos e conhecermos in loco esta realidade, por termos tido a sorte do Miguel Grego nos ter apresentado um projeto que um superatleta cabo-verdiano, Eliseu Fortes, tem nessa ilha, o conhecimento desse projeto que o Miguel nos trouxe, fez-nos lançar um desafio à nossa direção, aos nossos atletas e associados para podermos todos dar um pouco e podermos colaborar de alguma forma com esse projeto.”

Lembra que “a adesão foi imediata e tão intensa e motivante para todos, que quando eles receberam os bens enviados sentiram que nos deviam agradecer batizando o nome da equipa e do projeto em JAL DOMUS NOSTRA. Foi assim que tudo começou nesta relação tão intensa, respeitosa e fantástica que temos com a JAL DOMUS NOSTRA e com Santa Cruz. Hoje ter o Eliseu Fortes como padrinho do projeto DOMUS TRAIL é um orgulho e uma responsabilidade ainda mais acrescida para com todos eles. Seguimos juntos! “

A VISITA “IN LOCO” A UM PROJETO MARCANTE

Pedro Gordo foi a Cabo Verde e viu o projeto “in loco”, na ilha de Santiago, “num estágio que lá estavam a fazer no estádio nacional na Cidade da Praia.”

Sublinha que “na ilha de Santo Antão ainda não tive oportunidade de estar e conhecer o “berço” deste projeto, digamos assim. Talvez um dia consiga lá estar com eles e poder ver e sentir a emoção e a dedicação daqueles jovens. É incrível a superação e humanidade que se sente junto daquele povo.”

O dirigente diz ainda que “há no entanto, na Ilha de Santiago também um outro projeto que o Clube DOMUS NOSTRA apoia e onde também dezenas de jovens sentem e vivem o nosso clube a esta distância, acompanhando de uma forma incrível tudo o que se faz aqui em Portomar no nosso clube.” Pedro Gordo refere-se “à escola de futsal Nova Era em Santa Cruz.”

Neste encontro com o Jornal da Gândara, o “vice” do clube de Portomar diz-nos que “é um grupo de jovens do sexo feminino, que amam o futsal, cujo treinador e responsável pelo projeto, Ailton Padiante, faz um trabalho incrível a nível desportivo, mas sobretudo social. Esse projeto e a oportunidade de estar junto deles, de partilhar e falar de associativismo e da nossa paixão comum do futsal e ainda de estar com eles a viver essa experiência, é marcante.”

“Ver as condições em que eles trabalham e como amam e se dedicam ao desporto e ao associativismo, foi/é um impulso e uma lição para todos os que o vivem diariamente como nós e que por vezes passamos o tempo todo a queixarmo-nos das condições que temos no nosso país, nas nossas localidades, nos nossos clubes”, frisa

A terminar salienta que “todos os dirigentes associativos deviam um dia poder ter oportunidade de ter e viver essa experiência. Eu pessoalmente vim, depois de uma visita há cerca de um ano atrás a esta ilha e a este povo, fascinado e maravilhado com a maneira, primeiro de nos receber e depois de viverem com alegria e intensidade a vida e as oportunidades que ela lhes proporciona, por mais que muitas vezes sejam ou pareçam insignificantes para nós. Eles são uma motivação, uma lição de vida. Nunca me irei esquecer dessa experiência.”

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