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PEDRO LAVRADOR: “TENHO PROCURADO SEMEAR, CONSCIENTE QUE O TRABALHO DE EVANGELIZAÇÃO É UM TRABALHO FEITO EM COMUNIDADE”

ENTREVISTAS

Pedro Lavrador é professor, reside no Seixo e, nesta entrevista, fala-nos das Jornadas Mundiais da Juventude e não só. Fique para ler.

 

Que representa para si as Jornadas Mundiais da Juventude? 

As Jornadas Mundiais da Juventude são a celebração da esperança no futuro, um sinal de fraternidade universal, num mundo com algumas sombras de separação.

Infelizmente nunca pude participar numa JMJ. A experiência mais próxima que tive foi um Encontro Europeu de Jovens organizado pela comunidade de Taizé, em Lisboa em 2004. Éramos cerca de 40000 jovens, fiquei em casa da D. Júlia, no bairro de Chelas, juntamente com dois Algarvios e dois jovens da Alemanha. Foi uma experiência marcante, de convívio com outras formas de ver o mundo e de celebrar a Fé.

 

No caso de Mira, qual a adesão a este evento? 

Em Mira vamos acolher dois grupos de peregrinos. Um da diocese francesa de St. Etiene e um outro ligeiramente mais pequena de Urgell – Espanha. São ao todo cerca de 200 jovens peregrinos que vão ficar quase integralmente alojados em cerca de 80 famílias que generosamente manifestaram a sua disponibilidade para acolher 2 ou 3 destes jovens.

Também a Câmara Municipal se tem mostrado bastante colaborativa com a organização do evento. Durante os dias 26 a 31 de julho estaremos por aqui com estes jovens, nas praias de Mira e do Poço da Cruz, nas praças, na Casa Gandaresa, etc.

 

O seu trabalho junto da Igreja, junto dos jovens tem dado frutos? 

O evangelho diz claramente que pelos frutos se conhece a árvore, mas também diz que um é o que semeia e outro o que colhe de modo que se alegram juntos! Tenho procurado semear, consciente que o trabalho de evangelização (também dos jovens, mas em geral) é um trabalho feito em comunidade e é aí que me procuro integrar na catequese e na Ação Católica.

 

Como professor, como vê o futuro da juventude em Portugal? 

Ouvimos muitas vezes que a juventude isto ou aquilo. Nunca conheci uma geração com tanta vontade de mudar o mundo e de o tornar um sítio melhor como esta! Os jovens de hoje querem fazer a diferença! Eles são os protagonistas da mudança, podem não saber muito bem como começar, mas são capazes.

 Às vezes ficamos agarrados às coisas com medo de que eles não sejam capazes de fazer… Temos de saber dar-lhe espaço. 

 

Como vê o trabalho do Papa Francisco? 

Em termos gerais vivemos um período de profundas transformações. Em termos religiosos também. Confio na ação do Espírito Santo. Nós podemos não conseguir ver sinais de esperança e pode parecer-nos que a Igreja está a atravessar uma grande crise. Parece-me que a Igreja tal como a conhecemos (majestosa e maioritária) muito provavelmente está em fim de ciclo aqui na Europa. Mas o Espírito Santo não andará a dormir e novas experiências de viver em Igreja estão aí a despontar. O segredo será voltar às origens, redescobrir o evangelho. Penso que o Papa Francisco tem dado um grande impulso nesse sentido.



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