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CAIS DA MEMÓRIA: RAMALHEIRO: DA RURALIDADE À INDUSTRIALIZAÇÃO

Cais da memória

Indicia a localidade que “na vida nada se perde, tudo se transforma “. A ruralidade persiste ainda naquelas leiras do Montalvo, Vala do Moinho, Carapinhoso, Quelheiras, Pinhal das Pedras e Canto do Ramalheiro. O passado bem recente, de terras de cultivo de pequenas marinhas de arroz, pomares, milheirais, da ação de sementeiras, sachos e colheitas. Impressionante a ocupação do mundo arbóreo, transfiguração natural ao sabor da selva que progride todos os anos, sem métodos capazes de travar tal alteração ambiental e paisagística. Costumo percorrer a zona, a pé ou de bicicleta, vivo e convivo com ela desde muito novo e fazendo paragens, comparando as memórias que saltam à mente com a modernidade que parece tentar instalar-se. O raciocínio é inevitável. Porém, cada residente local terá vidências diferentes, sobre aquilo que gostaria de ver transformado, no perímetro territorial moribundo da Gândara, sobretudo na parte rural, onde as autarquias Câmara e Junta de Freguesia que o tutelam, parecem não ter projetos que vão além da jovem Zona Industrial do Montalvo. Em retrospetiva, dou facilmente lugar a vontades onde o Turismo e Indústria sejam a garantia de vida melhorada das gerações vindouras e, a única possibilidade ao meu alcance de ajudar a perspetivação -” o trabalho do velhinho é pouco mas quem não o aproveita é louco -, é dar forma aos meus pensamentos, escrevendo-os. 

Domingos Neto

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