Scroll Top

OPINIÃO: PRAIA DE MIRA, RECORDAÇÕES DO ANTIGAMENTE

Opiniao

Gado, a meias. Aqui na Praia de mira, noutros tempos, havia os mais abastados, e os mais pobres,, Os mais abastados, compravam gado, sobre tudo vitelas, na feira de Porto Mar, e calvão, para entregar aos menos abastados, os mais pobres, por tanto, Uma vitela, vaca jovem que criavam, para depois, ao vender de uma vaca feita, depois de as pessoas mais pobres, alimentar, e ensinar a puxar um carro, carro de vacas, que transportavam tudo o que fosse possível, para a sobrevivência, como carradas de lenha, como carradas de detritos para cultivo das sementeiras, nesse tempo. todos os bocaditos de terra, eram aproveitados para semear, batata, feijão abobares. e tudo que se semeava, nas terras, com o nome de prazos velhos e prazos novos, era assim, que se chamavam os terrenos, onde se semeava, vários produtos, que os campos por aqui era tudo bem aproveitado, e tudo ou quase tudo, era manobrado, pelas mãos das Senhoras, com o auxílio, de um animal a meias. Mais tarde era vendido, também na feira de porto de mar aos onze, e aos trinta de cada mês. e o aumento do preço de uma vitela jovem, era depois vendido, de vaca feita, aí o lucro era dividido, ao meu, para o dono, e para quem criava a vaca, Gado a meias, sobre tudo o gado bovino,

Era então por aqui havia muitos animais, criados a meias, entre o pobre, e para o menos pobre dono. e empregado/a. Gado a meias.

Hoje, tudo isto passou é história, antigamente, nada nos dizia, que hoje, os cantinhos. que chamavam os prazos, e prazo porquê? é que os mais pobres também, sem dinheiro para pagar a um médico, sobre tudo em qualquer membro de família! recorriam aos mais abonados cá da Aldeia, pediam cem escudos emprestado, a quem tinha dinheiro. Só o mais pobre, tinha uns terrenos aqui e ali herdado pelos seus familiares. e então, o Sr. do dinheiro, emprestavam, mas com uma condição. olha eu empresto-te cem escudos, mas tens prazo de um mês para pagares ouviste? se não eu fico-te com o terreno, que os teus pais te deixaram, prazo de um mês, nada mais do que isso, um prazo de trinta dias, assim ficaram conhecidos os terrenos, onde se cultivava, antigamente, feijão batata e milho etc., etc. Hoje transformado, em casarões e casas, onde antigamente era o prazo, nesta terra que o gado era a meias o seu lucro.

Praia de Mira doutros tempos, quando eras só Costa, e palheiros, que também eram de Mira.

Sempre bom recordar. o que se vai esquecendo lentamente. Praia de tantas belas histórias, sem haver quem as conte, nem escreva, para que a geração vindoura, um dia saiba que aqui, se viveu desta maneira, que hoje! nada mais existe. com o gado comprado na feira de Portomar, nos onze e trinta de cada mês. A meias com o pobre e também com o rico. Histórias da praia, com as Estórias do seu povo e suas gentes que já quase tudo desapareceu para sempre

Escrevo, para ir passando o tempo, e esperando que o tempo passe por nós, até não haver mais tempo.

Luís de Jesus

Posts relacionados