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OPINIÃO: PRAIA DE MIRA, A MOSTRA E AS RECORDAÇÕES DE OUTROS TEMPOS

Opiniao

Gastronomia, mostra de gostos e sabores das iguarias, cá da zona, no largo da Barrinha subterrada já a alguns anos, Ali os primeiros dias deste invento, nos dias do Mês de Setembro, há vinte e três anos já passados. Aqui era obrigatório as tasquinhas, servirem ao povo, os manjares, que o povo da Aldeia noutros tempos adorava comer, sabores das comidas iguais ao que o nosso povo, mais gostava, noutros tempos, pratos típicos, caldeirada de peixe do mar, e da barrinha também, enguias, de caldeirada, suadas e fritas, também havia godiões, espécie que nossa barrinha também com abundância, por aqui existia fritos em molho de escabeche, uma delícia. dizia a malta que petiscava tais petiscos servidos só, unicamente só, pelos restaurantes cá do sítio.

Numa tasquinha, um Senhor, Saudoso Sr. Manuel Varanda, que seguia à risca, o que lhe pediram, a ele e outros todos cá do sítio, havia um único restaurante de Vagos aqui representado, Boa vista, era o único fora ca dos costumes, e sabores das iguarias cá do sítio á vinte e três anos,, Um saudoso presidente da junta da freguesia, nossa freguesia, intervinha positivamente, nesse invento como a malta servia as iguarias, teriam que ser pela lei local, pratos únicos, dos sabores, do povo da Praia antiga, Esse Grande Sr., Presidente conhecido por todos nós, era cá do sítio, Conhecia-nos a todos. Excelente presidente da junta da freguesia nessa data.

Aí o Sr. Manuel Varanda, além das caldeiradas, fazia paneladas de sopa. de feijão seco e legumes derivados. que rica sopa, dizia quem a saboreava. No final do dia. sopa que sobrava, o Sr., Manuel Varanda fazia papas, com farinha de milho, no resto da sopa. que sobrava, Maravilha de comida, dizia quem comia pratos de papas ao fim do dia, que nunca tinham comido igual nas tasquinhas servidas pelo SR, Manuel Varanda, até o nosso saudoso SR, Presidente da Junta, se juntava a nós, a comer as papas, do resto da sopa de feijão seco. com sabor aos vinhos de alhos. Nunca comi comida tão boa. nos dias da minha vida, dizia, quem não sabia o que era papas, do resto da sopa. e quase de graça, diziam outros.

Hoje, tudo é diferente, como veem, se alguém ali apresentasse comida como o povo daqui comia, pratos típicos cá da terra doutros tempos! penso que ninguém atinava a comer tais iguarias, vinte e três anos é muito tempo. tudo vai mudando, vejam lá, que agora e talvez ainda bem! se brinda com champanhe e tudo a abertura das tasquinhas cá do burgo, ainda bem, digo eu. Só que pratos representados, como guarias cá do sítio! já não se veem nas tasquinhas não.

Tempos mudaram. e vão mudando, vinte e três anos é muito tempo. E já não se encontra por aí muita malta doutro tempo não, hoje as tasquinhas, não é só mostra gastronómica não! É negócio rentável, onde quatro carapausitos fritos, num pratinho, duas batatitas cozidas, dá cá dez euros e vai com Deus. Quem vai com Deus vai bem, não diz nada não, Agora quem não vai com Deus, fica pior que o Diabo, a comer o petiscos tão caro, Mas vão dizendo, ninguém me chama aqui, vem aqui quem quiser, é o paleio de todos nós, achamos tudo caro, Mas cada um é que sabe, Também só por três dias! ninguém fica mais pobre, nem mais rico, Só que é bom para a terra, chama muita gente as tasquinhas, e o convívio com as pessoas, dá saúde. Parabéns ao invento, que começou há vinte e três anos, que continue por muitos mais, se calhar tem é que mudar-lhe a data. para a restauração, no princípio da época balnear, há quem diga, que seria, mais viável. No fim, a malta está cansada do verão, e tasquinhas cada vez são menos, como este ano se confirma, Não sou só eu que o digo não. Palavras leva-as o vento.

Luís de Jesus

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