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OPINIÃO: O FIM DAS FÉRIAS, E O REGRESSO AO TRABALHO OU O REGRESSO AO DESEMPREGO!

Opiniao

As portuguesas e os portugueses hoje estão conscientes das incertezas antes do período de férias, que agora são certezas! 

Os problemas que se vinham agravando antes do período de férias, sabem hoje das dificuldades que vão ter em recuperar o seu poder de compra, que nunca imaginavam que fosse tão baixo como é!

As empresas hoje vivem momentos de aflição, não só para comprar a matéria prima, mas sim para dar continuidade à produção.

São cenários negros na história de Portugal. Ficamos na história pelos piores motivos, isto é, os nossos decisores políticos não tiveram a audácia para fazer perceber aos decisores políticos europeus que este não era o caminho! 

Aqui chegados resta-nos apresentar e, mais que apresentar, executar um plano de emergência para cada um dos países da união europeia! Este plano deve contemplar de imediato as empresas, ao contrário da decisão do governo que aguardou cerca de 3 semanas para apresentar as parcas e insuficientes medidas de apoio às empresas!

Portugal não pode viver de caridade, nem as empresas em Portugal!

Em relação às famílias, bem sabemos que os apoios de 125 € ainda não chegaram nem sabemos quando chegam, mas também sabemos que não são estes 125 € que vão fazer qualquer diferença num orçamento familiar! O que fazia sentido, desde já, era baixar os preços da energia do gás e dos combustíveis. 

O governo tem que ter essa coragem, o governo não pode esquecer que as famílias já estão a pagar o plano de pagamentos do seu crédito à habitação após as moratórias e as empresas também já estão a pagar os empréstimos efetuados em 2020 através do programa “adaptar” que, neste ano de 2020, eram de 80% a fundo perdido, e em 2021 passaram a ser de 50% a fundo perdido. Quer isto dizer que, no montante máximo que era permitido para aceder a este programa de apoio, as empresas não conseguem fazer o cumprimento dos valores de sua responsabilidade a pagar, porque ninguém adivinhava que vinha uma guerra, mas podia-se ter adivinhado que estes apoios eram insuficientes face aos gastos que as empresas foram obrigadas a fazer para poderem continuar a produzir, mesmo em tempo da pandemia, enquanto que os decisores se atropelavam e afrontavam a liberdade dos cidadãos e “aniquilavam” a produção das empresas.

Foram decisões que não devemos nem podemos repetir, no presente e no futuro, sob pena de contribuirmos para mais falências pessoais e empresariais, como tem vindo acontecer.

Os alimentos escasseiam nas cadeias de distribuição e, em alguns casos, praticam-se preços nunca antes vistos, como é o caso da carne, peixe, farinha, ovos, açúcar azeite e óleo, que são alguns dos exemplos fruto de uma guerra que não é nossa!

As empresas esperam desesperadamente por desta vez apostarem nos sectores de atividade que mais precisam e produzem, o Banco Português de Fomento (BPF) tem que ter um papel mais interventivo e fiscalizador para este novo cheque que ai vêm de 109 milhões de euros que a “bazuca” vai disparar a qualquer momento para PRR (Plano de Recuperação e Resiliência)! Esperamos que chegue desta vez, que não se volte a perder, no espaço!

As empresas não podem continuar a receber “morfina” para aguentar a dor, ou ligá-las às máquinas com a ajuda do “ventilador” capital dos sócios, que está sistematicamente a “insuflar O2” na empresa. 

O PR devia estar inconformado, com os casos e casinhos que temos assistido nestes últimos tempos que nada credibilizam Portugal!

Não devemos estar à espera de ordens, mas sim contribuir para que essas ordens sejam eficazes no combate desta crise que aí vem sem precedentes.

Portugal precisa de um rumo a medio e longo prazo!

Fernando Pereira. Gestor de empresas.

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