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NUNO MOITA DA COSTA: “QUALQUER PESSOA QUE EXERÇA UM CARGO POLÍTICO TEM A SUA TRANSPARÊNCIA ESCRUTINADA EM PERMANÊNCIA”

ENTREVISTAS

É presidente da Distrital e aparece agora com vontade de voltar a ser. O que ficou por fazer anteriormente?

A minha decisão de me recandidatar a um novo mandato tem por base, sobretudo, a minha paixão pela política e a vontade intrínseca de dedicar o meu tempo e o meu conhecimento em prol da sociedade e, em concreto, dos cidadãos do meu distrito. Tenho a profunda convicção de que os partidos são indispensáveis à vida democrática e, reconhecendo-me integralmente nos princípios do meu partido, servirei o Partido Socialista onde os militantes entenderem que posso ser útil. Depois de ouvir e conversar com vários camaradas entendi que devia recandidatar-me, agora a decisão final caberá a todos os militantes, através do voto democrático. Naturalmente que a política e a democracia são espaços sempre inacabados. Há permanentemente novas necessidades e novas respostas que é necessário refletir e agir num contexto coletivo social, político e económico que não é imutável, tal como a nossa vida individual.

 

Que podem os militantes socialistas do distrito de Coimbra esperar de novo do ainda presidente Nuno Moita da Costa?

Continuar a construir um partido unido, mais participado e mais qualificado continuará a ser a grande bandeira da nossa candidatura. Há uma grande vontade de retomar uma agenda que proporcione o contacto próximo com os militantes, depois de um período de pandemia que impôs fortes constrangimentos, porque entendo que essa é a forma de alimentar a vontade e o entusiasmo por uma participação mais ativa dos militantes na vida interna do partido e na vida política democrática. Criámos a figura do Provedor do Militante, mas podemos ir mais longe ao promover plenários distritais descentralizados, reuniões periódicas com as concelhias, reforçar os canais de comunicação entre os órgãos federativos e as secções, dinamizar o Gabinete Autárquico e começar já a construir um caminho de vitórias e abrir o PS aos simpatizantes que, mesmo não estando filiados, possam participar das atividades do partido. Os partidos políticos são o bastião da democracia e, nesse sentido, é crucial trabalhar no rejuvenescimento das estruturas partidárias, para assegurarmos o reforço e o fortalecimento do Partido Socialista. É urgente encontrar uma nova linguagem que cative os mais jovens para a vida política. Afinal é por eles, e para eles, que dedicamos o nosso tempo à causa pública. E é com eles que devemos encontrar as melhores soluções para o futuro.

 

Continuar a ser presidente, se conseguir vencer no sábado, quer dizer que voltar a conquistar a Câmara Municipal de Coimbra é o grande objetivo do seu mandato em 2025? 

É extremamente redutor estabelecer as metas eleitorais autárquicas como o grande objetivo do mandato de um presidente da Federação e, mais ainda, reduzir o distrito de Coimbra a um dos 17 concelhos. A nossa candidatura não tem essa visão centralista em relação aos objetivos eleitorais autárquicas que venham a ser, em devido tempo, fixados. Há, naturalmente, muito empenho em reconquistar a Câmara Municipal de Coimbra, mas não pode ser o nosso único desígnio. Há um grande respeito por todos os eleitores dos 17 municípios que só têm a ganhar com a metropolização de Coimbra.

 

No passado, dentro do PS, houve episódios que terão prejudicado a vida do partido no distrito. Existe aqui alguma vontade de não deixar que esses erros se repitam? 

Não sei a que erros se refere, mas tenho para mim que os erros servem muitas vezes como aprendizagem, para que não sejam repetidos e ajudem a progredir.

 

Se for o próximo líder distrital do PS em Coimbra, irá ser um presidente de todos os militantes em todo o distrito?

Obviamente que, se vencer, serei o presidente de todos os militantes, tal como sucedeu na minha primeira eleição e a prova disso é que quem disputou as anteriores eleições comigo é hoje o meu número dois da lista. Não há fações dentro da Federação do PS de Coimbra. O que há é um grande espírito democrático e um respeito inabalável pelas regras democráticas numa disputa eleitoral.

 

Há quem diga que, neste distrito, como no país, o PS é um partido com ideias gastas. Se isso é verdade, tem cura para este mal? 

Se houve alguém que disse que o PS é um partido de ideias gastas deve justificar essa afirmação. Um partido que acabou de ganhar a governação do país com maioria absoluta não pode ser um partido com ideias gastas. Pensar dessa forma é desqualificar e desrespeitar os portugueses que entendem que o PS é o partido mais bem preparado e que melhor serve os interesses do país.

 

Que análise faz do mandato de José Manuel Silva como presidente da Câmara Municipal de Coimbra? 

Entendo que, estando nós em pleno processo eleitoral interno, não devo pronunciar-me sobre a atuação autárquica de qualquer dos presidentes de Câmara do distrito. 

 

A transparência é uma palavra que leva a sério?

 Qualquer pessoa que exerça um cargo político tem a sua transparência escrutinada em permanência. E não vejo outra forma de exercer funções públicas e políticas em democracia.

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