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“NÃO HÁ PENSAMENTO ONDE NÃO HÁ LIBERDADE” PATENTE NA CASA-MUSEU MIGUEL TORGA ATÉ 2025

DO OUTRO LADO

A exposição “Não há pensamento onde não há liberdade”, foi inaugurada na passada sexta-feira, 19 de abril, na Casa-Museu Miguel Torga e é uma evocação do escritor e da sua dimensão enquanto lutador pela liberdade, com referência ao seu posicionamento no conturbado período pós 25 de Abril. A mostra insere-se no programa municipal de comemoração dos 50 anos do 25 de Abril e vai estar patente até ao dia 30 de abril de 2025. A Casa-Museu Miguel Torga está aberta de segunda a sexta-feira, das 14h00 às 17h30. 

 

Documentos pessoais, cartas que escreveu durante a sua prisão no Aljube, manuscritos como o poema “Ariane” (que escreveu no Aljube), documentação e processos da PIDE (sobre o escritor), recortes de imprensa, discursos políticos, entre outros, vão estar disponíveis para o público apreciar naquela que é antiga moradia familiar de Miguel Torga. 

 

Miguel Torga é um escritor universal. O reconhecimento da sua vida e obra está contemplado nos inúmeros prémios literários que ganhou, entre os quais o Prémio Camões, em 1989. Conhecido pela sua verticalidade na defesa dos valores cívicos, vivenciou a censura de alguns dos seus livros, para além de ter sido preso pela PIDE, em novembro de 1939, em Leiria. Teve a sua vida devassada pelo regime, onde se incluíam as suas viagens, os encontros com amigos, assim como os rendimentos usufruídos enquanto médico. Desafiou o sistema político ao oferecer um dos seus livros a Salazar e nunca se vinculou a regras, optando por ser o editor dos seus próprios livros, numa cumplicidade com a Coimbra Editora. 

 

Nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, importa, pois, recordar essa referência da liberdade. 




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