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LENTISQUEIRA: CEMITÉRIO CENTENÁRIO – PARTE II

cais

Rés Pública – 100 anos 

 “Estrutura política de estado ou forma de governo em que”, segundo Cícero, “são necessárias três condições fundamentais para a caracterizar: 

1. Um número razoável de pessoas. 

2. Uma comunidade de interesses. 

3. Um consenso do direito.” 

 

Decorridos mais de cem anos do cemitério da aldeia, resolvi tentar descrever alguns aspetos em que a última terça parte da vida revive o passado e, o tempo que nos recria é o mesmo que nos vai fragilizando, ainda que pela generosidade e alguma vontade de continuar observando. Não quero com isto fazer dos meus pensamentos ,aval do que quer que seja .Estou ,como convém, mais empenhado em contribuir para a atualidade ,em confrontar as tecnologias e inspirar ideais de futuro que possam fazer de mim a pessoa sossegada na gratidão da idade. É por isso que escrevo. Algumas conversas com pessoas com quem me cruzo , delas surgem sempre razões, expressões e motivações que por um lado remetem á interioridade ,por outro acrescentam a tentação de assinalar alguns aspetos da vida comunitária da aldeia antiga . Na minha terra continua a ouvir-se os sinos. Viram-se coisas e pessoas a crescer. Cheiraram-se os campos das searas, saborearam-se mimos de gerações e, procurou entender-se a caminhada, cumprindo o dever de apoiar os vivos e sepultar os mortos. O admirável novo mundo é, fértil de novas gerações e ciência!… O presente trabalho é voluntário, e essa voluntariedade é essencial e única: 

Quem não ocupa a mente, vive no vazio e, quem deixou de crescer, já morreu! Obviamente que, cuidar da morte em vida, será de todas, a melhor das voluntariedades.

Armazéns de palhas alentejanas (trigo, centeio, cevada e aveia) do início do século 20

Domingos Neto

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