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FRAQUINHOS

Opiniao

Mesmo o mais distraído ou pouco interessado  cidadão se apercebeu da palhaçada vivida na recente Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP. Então as conclusões finais vertidas em 180 páginas  do relatório preliminar dos trabalhos da dita comissão, ao cargo da deputada socialista, Ana Paula Bernardo, uma ilustre desconhecida ,escolhida a dedo, são de bradar aos céus. Pura verborreia.

Nele, pode ler-se que, não houve nenhum prejuízo, ou indemnizações pagas indevidamente, com a ingerência do governo.

Que fraquinha esta Comissão de Inquérito.

Sabemos que, as comissões,dão sempre em águas de bacalhau. E esta foi mais uma. O parlamento tudo faz para se auto- descredibilizar, mais ainda.

Com o é evidente, pôr a raposa a guardar o galinheiro, jamais será uma boa ideia. Mas é assim que funcionam as ditas Comissões. Esta e outras. 

A isenção, o rigor, a verdade e a defesa do Estado, ficam sempre nas calendas daqueles que são pagos para fiscalizar os actos governativos. Os deputados da nação.

Os visados, são gente com aspirações aos  mais altos da nação. Nada, portanto,  lhes há a  apontar e tudo aquilo que sabemos, que foi sobejamente  conhecido, e sabemos ser ilegal, mesmo assim, afinal, estava tudo certo e não se passou nada.

Os  culpados, afinal há culpados, são, é Passos Coelho, como não, e a gestão anterior à nacionalização da TAP. É sempre o caminho mais fácil e útil. 

E eu não me custa nada a admitir que, eventualmente,  também tenham culpas, o que me custa a engolir é que 3,2 mil milhões de euros depois,injectados na TAP,   que não se sabe para onde foram, nem para o quê, nem as pornográficas indemnizações a Alexandra Reis e, que todos os responsáveis, saiam limpinhos, sem mácula ou pecado.

O ex-ministro da tutela, Pedro Nuno Santos, escondido durante seis meses, fez a sua aparição em grande, como se não tivesse sido nada com ele.

 Até aproveitou o momento para se auto- promover. Teve a a seu favor uma oposição negligente, que tudo fez para nada fazer. Ela que podia ter brilhado, porque matéria não lhe faltava. Nem assim. Fraquinhos.

Mas, e à sempre um mas, e este é protagonizado pelo ministro da (in) cultura, Pedro Adão e Silva, armado em rottweiler, que pela sua lealdade e fidelidade ao PS e ao governo, e que, por sua vez recebeu o prémio  de ser ministro, também ele fraquinho, fraquinho, mas que, como lhe sobra tempo, vem para a praça publica atacar aqueles que tem opinião e que estão indignados com a situação.

Também ele desconhece os superiores valores morais e éticos, de quem (mal)decide com dinheiros dos contribuintes, mas de um boy não se espera nada. Ou melhor: espera-se leal colaboração ao querido líder. E isso,ele,já provou que a tem.

Candemil, a 12 de Julho de 2023

José Venade

( José Venade não segue o actual acordo ortográfico em vigor)

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