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CONCLUÍDAS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO DO LARGO DA SÉ VELHA

DO OUTRO LADO

As obras de requalificação do Largo da Sé Velha estão concluídas. No dia 31 de maio, o presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, José Manuel Silva, a vereadora Ana Bastos e o vereador Carlos Matias Lopes assinalaram o fim dos trabalhos, orçados em cerca de um milhão de euros, com uma visita ao local. A empreitada incluiu todos os níveis de intervenção no espaço público, desde a modernização das redes existentes ao nível do subsolo (abastecimento de água, drenagem de águas pluviais e residuais, redes de telecomunicações e elétricas) até à repavimentação integral, passando pela implementação de um sistema de recolha de lixos domésticos, criação de uma zona de estar, instalação de floreiras e a plantação de um liriodendron tulipífera junto ao fontenário.

 

A obra de requalificação do Largo da Sé Velha arrancou a dia 6 de abril de 2022. No âmbito desta empreitada, que foi consignada em abril de 2021 à empresa Construções Castanheira & Joaquim, Lda., e depois de concluídos dois dos três lotes da intervenção na Alta de Coimbra (rua e largo do Quebra Costas; e escadas e beco da Carqueja), a intervenção na área mais central está agora terminada. Recorde-se ainda que houve suspensões de prazo, devido ao descoberto de vestígios arqueológicos e naturais prorrogações. Para assinalar este momento tão esperado pelos comerciantes e moradores da zona, José Manuel Silva, Ana Bastos e Carlos Matias Lopes visitaram o local, acompanhados dos serviços municipais e do empreiteiro, responsáveis pela requalificação. 

 

A intervenção de requalificação do Largo da Sé Velha baseou-se no binómio autenticidade/funcionalidade. Procurou-se enfatizar a leitura contínua e coerente do espaço público, através de uma expressão morfológica e construtiva adequada e integrada. Para tal, recuperaram-se os materiais endémicos, requalificou-se a relação do espaço público com o edificado e foram corrigidos os elementos e intervenções dissonantes operadas ao longo do tempo, explica-se na memória descritiva da obra. 

 

Esta abordagem, continua o mesmo documento, foi consubstanciada com a introdução de uma trama de passadeiras, reforçada por novas possibilidades de percursos, conferindo um maior conforto a todo o espaço. Em termos funcionais, recuperou-se a ideia de praça: organizando, hierarquizando e estruturando o espaço público, resultando no protagonismo do peão, na exaltação dos edifícios de exceção e no usufruto pleno do enquadramento urbano do lugar.

 

Procedeu-se também à colocação de mobiliário urbano e à recolocação da sinalética direcional para fazer face às atuais necessidades, sobretudo de quem visita e/ou utiliza o espaço. A morfologia dos elementos construídos gerou uma relação física com o espaço. A criação de bancos, degraus e muros, devidamente seguros, proporciona a quem passa, a possibilidade de parar e permanecer no local agora requalificado.

 

Conscientes da importância da fonte, na memória intemporal do Largo da Sé Velha, foi efetuada a manutenção do fontanário existente, em ferro fundido, por forma a otimizar a sua utilização, através da sua integração num patamar lajeado, envolvido por uma nova grelha de drenagem. 

 

Atendendo às limitações físicas de toda a encosta da Alta, o que inviabiliza a implementação de soluções de recolha de lixos urbanos presentes em outros pontos da cidade, e por forma a evitar sistemas mais complexos que, na maior parte dos casos, não se adequam às características do edificado e da topografia ou interferem em demasia com o património arqueológico do subsolo, foi instalada uma rede de caixotes de recolha de lixo convencionais, posicionados em suportes metálicos fixos, que se têm afirmado como a melhor solução técnica e económica para o local.

 

Para evitar o recurso excessivo a opacos muros “construídos”, foram aplicados, em alguns pontos do espaço requalificado, gradeamentos em ferro, que garantem a proteção contra quedas. Noutros pontos, a delimitação dos espaços e a proteção contra quedas foi conseguida através da colocação de floreiras – elementos fixos, em ferro, cuja robustez garante a sua permanência e durabilidade. A introdução de novos elementos, bem como a reconfiguração de outros, permitem, agora, potenciar o prazer de estar no Largo da Sé Velha e todo o espaço envolvente.

 

A empreitada “Requalificação do Largo da Sé Velha; Valorização do percurso Universidade Arco da Almedina –Rua e Largo do Quebra-Costas; Rua para Todos Alta – Requalificação das Escadas e Beco da Carqueja”, foi da responsabilidade de execução da Divisão de Infraestruturas e Espaço Público do Departamento de Espaço Público da CM de Coimbra, com a participação das empresas Tabique – Engenharia, Lda. e Mech – Consultores – Arquitetura e Engenharia, Lda.

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