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CAIXA DE PANDORA #50

Patty Diphusa DESTAQUE

UM REPARO NA HORA CERTA

Há, e ainda bem, leitores meus que não deixam passar uma.

No Facebook, e como comentário à minha crónica, o leitor Neto escreveu:

“Patty Diphusa, debaixo do andor vão os andarilhos. Debaixo do palio vão os líderes religiosos e as insígnias. Os políticos costuma ser, logo a seguir.”

Obrigado pelo reparo, mas, a coisa acaba do mesmo jeito. Há sempre alguém, ligado ao poder, que faz parte da procissão em lugar de destaque.

E, por muito religioso que seja, não devia.

AI, TANTA CEGUEIRA

Um dia destes, alguém chegou perto de um conhecido meu e disse: “Não vejo nada de bom em ti:”

Esse meu conhecido abraçou-o e respondeu: “A vida é difícil para os cegos.”

PASSADEIRAS, RESPEITO E ETC

Dizia Millôr Fernandes que “pedestre é um indivíduo que pode estacionar onde quiser.”

Isso até é verdade, mas…atravessar na passadeira é mais perigoso. Porque há “cegos” a conduzir, há muita falta de respeito pelos cidadãos que andam a pé.

Outra coisa: já era tempo de alguém com poder ver que faz falta uma passadeira perto do Pingo Doce, a norte do Pingo Doce.

SÍTIO MELHOR FREQUENTADO

Amanhã este jornal, agora em modo digital, faz um ano de vida. Segundo um leitor amigo: “Com o regresso do Jornal da Gândara, parece-me que, ao longo deste primeiro ano, o sítio passou a ser mais bem frequentado.”

A Suzete acrescentou: “Num mundo onde a concorrência é salutar e recomenda-se, esta é mais uma lufada de ar fresco que surgiu a 1 de junho de 2022.”

QUE RAIO DE PERGUNTA

O chefe, isto numa autarquia perto de nós, chamou um funcionário e perguntou-lhe: “Imagina-se a trabalhar aqui?” O funcionário respondeu: “Mas, eu já sou funcionário aqui!”

O chefe retorquiu: “Sim, eu sei. Mas imagina-se a trabalhar?”

As coisas que se sabem cá fora.

EU QUERO IR POR AÍ

Soube que o responsável mais velho deste jornal acabou de se reformar.

E, então, fiz por me encontrar com ele e perguntei-lhe: “Então, o que vais fazer agora?”

Ele respondeu: “Levanto-me e olho o horizonte. Gosto do que vejo, pressinto o que está à minha espera. É isso. Vou dar um passeio a uma terra qualquer. Eu quero ir por aí.”

DUAS HISTÓRIAS PARA NÃO ADORMECER

  1. Era uma vez um coelho que comeu o Pai Natal, o comboio, o palhaço, o circo, a segurança social, os subsídios de Natal e de férias, as pequenas empresas, a classe média, os reformados e tudo e tudo e tudo.
  2. Aquele automobilista ia na A17 e decidiu meter conversa com a dita via.

Mas, começou mal. Disse-lhe: “Ó SCUT tu sabes…”

Não conseguiu continuar, pois, a dita interrompeu-o: “Não me insultes, pois, eu não sou SCUT sou apenas A17”.

Tem razão. Se fosse SCUT os automobilistas não pagavam para lá passarem.

FÉRIAS

É oficial: a política por cá está de férias. Só se mantêm a politiquice do costume.

Até quarta-feira, abraços.

Patty Diphusa nasceu nas terras de Mira em 1974 e um dia, quando todos estavam distraídos, meteu pés ao caminho e foi por aí. Hoje, atenta ao que se passa na terra onde nasceu, vai vendo e vai escrevendo sobre coisas que vão surgindo. Sobre coisas que a rodeiam.

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