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CAIXA DE PANDORA #43

Patty Diphusa DESTAQUE

DEPOIS DAS FESTAS, ANTES DAS FESTAS

A Páscoa já lá vai e, depois das amêndoas e de outros manjares, o povo voltou ao seu dia-a-dia.

Esquecendo a festarola, o pessoal anseia agora pelas festas de verão enquanto vai deitando contas à vida porque os preços vão aumentando semana após semana e os ordenados e as reformas não dão para tudo.

OS QUE NÃO TÊM ONDE CAIR MORTOS

A Praia de Mira esteve à cunha no fim de semana que passou e houve mesmo quem usasse bem alto a voz contra aquilo que chamaram de “passear e gastar sem que o tenham.”

Ouvi e pasmei. Será que, com muito dinheiro ou com pouco, o pessoal não pode ir molhar os pés à praia?

A Suzete atirou: “Pelo ar de quem o disse pareceu-me que é dos que não têm onde cair mortos e só lhe dá para dizer asneiras.”

CIUMEIRA DESGRAÇADA

Há tipos que não podem ver a camisa lavada a um pobre.

E desdenham, desdenham, e demonstram os ciúmes doentios que integram em si.

Naquela conversa de café, perguntava um: “Como é que o tipo pode aparecer de carro novo se só recebe o subsídio de inserção?”

Respondia o outro: “Vais ver que o carro nem está em nome dele.”

Seja como for, viva o popó do senhor António!

CHEGA-TE PARA LÁ

Tem sido um regabofe em dois dos grupos do Facebook que, como já aqui referi antes, foram invadidos pela partidarite aguda de um deputado municipal do partido Chega sem que ninguém o chame à razão.

Enfim, uma dose pegada de coisas que nada têm a ver com os grupos em causa.

AS COBRAS

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo. Ele fugia com medo da feroz predadora, mas a cobra não desistia.

Um dia, já sem forças, o pirilampo parou e perguntou à cobra:

“Posso fazer três perguntas?

“Podes. Não costumo abrir esse precedente, mas já que te vou comer, podes perguntar.”

E o pirilampo lá perguntou:

“Pertenço à tua cadeia alimentar?”

“Não”, respondeu a cobra.

“Então, porque é que me queres comer?”

Aqui a cobra nem pensou duas vezes. E respondeu:

“Porque não suporto ver-te brilhar!”

É assim, no nosso dia-a-dia, vamos tropeçando nas “outras cobras” que nos invadem o pedaço.

Até quarta-feira, abraços.

Patty Diphusa nasceu nas terras de Mira em 1974 e um dia, quando todos estavam distraídos, meteu pés ao caminho e foi por aí. Hoje, atenta ao que se passa na terra onde nasceu, vai vendo e vai escrevendo sobre coisas que vão surgindo. Sobre coisas que a rodeiam.

 

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