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CAIXA DE PANDORA #27

Patty Diphusa DESTAQUE

1º TEMPO

Há ainda quem se esqueça de que, por terras de Mira, existem pessoas em situações difíceis, a precisarem de ajuda.

E parece que, até em algumas instituições de solidariedade social, o falhanço é notório.

A Suzete estava com um ar suspeito e disse:

“Uma grande treta isto de se atirar quem sofre para o caixote do lixo, e ninguém se chegar à frente para apoiar. Olha que, neste caso particular de que eu ouvi falar, todos falharam.”

Há assistentes sociais, aqui, além e pelo caminho, que parecem andar adormecidas, digo eu.

2º TEMPO

Estamos a chegar ao Natal e é festas e festinhas por todo o lado. E eu até gosto. Só não gosto é de ver tanta hipocrisia nos costumes de certa gente. Passam grande parte do ano sem ligar aos seus e, nesta atura, é tudo amor e fraternidade, jantares e prendinhas.

“Eu cá nem festejo. O consumismo, em que se foi transformando a época natalícia, incomoda-me”, disse a Suzete.

3º TEMPO

Acabámos as duas a lanchar na Praia de Mira e de ouvidos à escuta.

Se uns estão contentes com o regresso do réveillon, outros acham que as obras na avenida e o que daí virá pode estragar a festa.

E ninguém quer uma festa estragada.

Até quarta-feira, abraços.

Patty Diphusa nasceu nas terras de Mira em 1974 e um dia, quando todos estavam distraídos, meteu pés ao caminho e foi por aí. Hoje, atenta ao que se passa na terra onde nasceu, vai vendo e vai escrevendo sobre coisas que vão surgindo. Sobre coisas que a rodeiam.

 

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