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CAIXA DE PANDORA #17

Patty Diphusa DESTAQUE

Encontrei a Suzete e, entre uma “bica” e um pastelinho de nata, na pastelaria onde sempre nos encontramos, lá pusemos a conversa em dia.

A Suzete disse-me: “Não percebi como foste entrevistar aquela ave de arribação que se arma em galináceo da teoria da conspiração”.

“Foi um desvario de última hora, mas acho que valeu a pena”, rematei eu.

A Suzete retorquiu. “Até parece que fizeste um frete a alguém.”

Aí respondi: “Não faço fretes, apenas aproveitei a oportunidade de dar a conhecer melhor “aquele” que todos dizem “odiar” mas que todos vão lendo.”

Depois, veio à baila aquela ida à Costa, digo: à Praia de Mira, e o que vimos naquele passeio que demos.

“O que me causou algum espanto foi aquela casa com umas varandas que destoam na entrada daquela rua estreita. Não entendo como se autorizam estes mamarrachos”, disse a Suzete.

Dei-lhe razão e adiantei: “Mais aquela casa metida no meio da floresta, assim bem dentro da zona florestal, agrícola e sei lá que mais.”

“É uma coisa que não se entende”, dissemos nós ao mesmo tempo.

Depois de pagarmos a despesa, ainda tivemos tempo para ouvirmos alguém que perguntava ao amigo do lado: “Porra! Então aquela república das bananas nunca mais tem fim?”

Até quarta-feira, abraço.

Patty Diphusa nasceu nas terras de Mira em 1974 e um dia, quando todos estavam distraídos, meteu pés ao caminho e foi por aí. Hoje, atenta ao que se passa na terra onde nasceu, vai vendo e vai escrevendo sobre coisas que vão surgindo. Sobre coisas que a rodeiam.

 

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