Scroll Top

ALEXANDRE CRUZ: “QUEM FAZ DESPORTO POR PAIXÃO E NÃO POR OBRIGAÇÃO, DESFRUTA DE CADA PEDALADA DADA”

ENTREVISTAS

Alexandre Cruz pratica BTT, e nesta entrevista, conta como tudo começou no desporto, futebol, atletismo e ciclismo, que abraçou desde os 12 anos. Fique para conhecer melhor o percurso deste jovem ciclista. 

 

Como nasceu a vontade de correr, de fazer da bicicleta uma boa amiga? 

A vontade de andar de bicicleta e de competir nasceu a partir dos 12 anos. Sempre fui um apaixonado pelo desporto ingressando desde pequeno no futebol (Ala Arriba) e de seguida fui para o atletismo (na ASC da Valeirinha), sendo que surgiu o bichinho através de um grande amigo Chamado Jorge Cera, do Corticeiro de Cima, que naquela altura era profissional numa equipa de Santa Maria da Feira. Como o pai do Jorge tinha uma oficina de motas e bicicletas, o meu pai frequentava a oficina dele e quando íamos lá, via sempre o Jorge todo equipado a rigor e sonhava um dia ser como ele. 

A partir daí todos os dias moía a cabeça aos meus pais. A primeira equipa onde dei as primeiras pedaladas foi no Sangalhos nas Escolinhas. Depois passei para os juvenis no Cantanhede/ Marialvas e em juniores fui para a Vulcal, equipa em que consegui dar o salto para a seleção nacional de juniores. Foi o meu melhor momento de sempre. 

Quero agradecer do fundo do coração ao Sr Ramalho e a Ana Cravo da Vulcal tudo o que por mim fizeram. Por último ainda como júnior representei o Alcobaça em que acabei a competição de estrada e me dediquei ao BTT.  

 

Que satisfação te dão estes passeios sobre duas rodas? 

A bicicleta a mim da – me uma satisfação enorme a nível geral, psicológico, adrenalina, qualidade de vida e bem-estar. Através das 2 rodas posso dizer que conheci Portugal inteiro de norte a sul e sítios que nunca pensava conhecer. Faço por paixão e não por obsessão, como já foi o caso. Aproveito cada pedalada para observar a natureza, respirar ar puro tanto junto a costa marítima como a nível montanhoso. 
 

 

Em termos de prémios, já tens algum no currículo? 

A nível de prémios já conquistei muitas vitórias tanto na estrada como no BTT. Cada vitoria tem um significado, mas para mim sempre que termino uma prova sem me aleijar é a maior vitoria, mesmo que faça decimo ou vigésimo.  Este ano iniciei a época em Mira como é habitual terminando no top 15or. Foram poucos meses de treino devido no ano passado ter tido uma inflamação cardíaca. Depois sigo para Sepins em que faço 2º da geral na meia-maratona. Mais tarde, tive que parar devido a um problema de saúde no joelho esquerdo. Estas duas épocas têm sido para esquecer. Só tenho que agradecer ao meu tio /padrinho /melhor amigo Paulo Fernandes que está sempre comigo em tudo, e á minha equipa Bússola BTT por todo o apoio dado e motivação. Bem como ao presidente Basílio e ao treinador Luís.   

 

Correr é uma forma de vida ou apenas a descoberta de uma maré para passear? 

Para mim correr e treinar é uma forma de me sentir bem a nível geral e também de descobertas. Às vezes a treinar em serras descobrimos coisas e paisagens fantásticas. Quem faz desporto por paixão e não por obrigação desfruta de cada pedalada dada. 
 

Quem corre por gosto não cansa? 

Quem corre por gosto nunca cansa. Para mim faz todo o sentido e é a expressão correta no desporto para atingir grandes patamares. Sem obrigação. E quando o desporto e feito por gosto, tudo sai com mais tranquilidade e sem pressão. Já houve momentos que fazia por obrigação e não me sentia bem. Mas depois de virar o chip á mente, senti-me no dia a dia muito melhor comigo mesmo, tanto ao nível de desportista como pessoal. 

Posts relacionados