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A ESQUERDA CAVIAR O PARTIDO SOCIALISTA E A SAÚDE 

Opiniao

Estamos a viver tempos incertos e inseguros, de desnorte, de descalabro e austeridade, num sector tão sensível como é o da saúde, como nunca tínhamos assistido desde a criação Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 1979. Porque se pensava que este estava consolidado e a funcionar regularmente. E estava. Até se formar o governo da geringonça e agora o do partido socialista, de maioria parlamentar.

Nem nos tempos da troica vivemos algo parecido e em que, dada situação de emergência económica, até podia ser entendível. Não foi o caso.

O que nos está a acontecer é que, os governantes, colocaram a ideologia e os seus interesses pessoais e políticos, à frente do bem comum da nação. Jamais Portugal foi tão mal governado.

Tivemos Parcerias Publico Privadas (PPP), no sector da saúde que funcionaram muito bem, tiveram êxito, acrescentaram qualidade aos serviços prestados, beneficiando, com isso, o Estado, porque pagou muito menos e o utente que teve um bom atendimento sem interrupções, restrições ou encerramentos. E assim devia continuar para bem de todos.

António Costa, nunca gostou das PPP. Também, ele, faz parte dessa ala extremista, do partido socialista, que se identifica com a extrema-esquerda, estalinista e caviar, nunca disfarçando o seu mal-estar com as mesmas. 

Montada a geringonça, esta valorizou o Bloco de Esquerda, (BE) que tem um ódio de estimação, declarado, às PPP, e a tudo que seja privado, e permitiu juntar o útil ao agradável, num cocktail perfeito, exigindo, em fase posterior, para viabilizar o acordo governativo, o fim das PPP. E assim, assistimos ao desastre em que o sector da saúde se encontra. Mas Costa ficou feliz.

 Marta Temido, na altura, ministra da saúde e uma indefectível apoiante da causa, realizou o acto e fez-lhe a vontade.

Costa, mais uma vez, declinou o interesse da nação, porque esta forma ia de encontro à sua inclinação política e sobrevivência pessoal e governativa. Assim, ficaram todos felizes. Todos, excepto Portugal e os portugueses que não tem acesso aos hospitais privados.

E cedeu, liquidando as PPP, de relevo, como a do hospital de Braga, ou a do hospital Beatriz Ângelo, entre outras. Hospitais que se revelaram um modelo de gestão e bom funcionamento. Só no caso do hospital Beatriz Ângelo, em seis anos de parceria, o Estado poupou mais de 160 milhões de euros.

A partir daí tem sido um descalabro, um sucessivo andar para trás, sem que o governo tenha capacidade em restabelecer os serviços. O SNS está irreconhecível. 

Sucessivas demissões de direcções hospitalares, destes e de outros, são o pão nosso de muitos dias, com urgências fechadas, nomeadamente nas maternidades, fazendo com que estas se assemelhem a um pisca-pisca, com funcionamento alternado, incerto e inseguro. Agora, esses hospitais, estão a atender largas dezenas de milhares de utentes a menos quer nos serviços de partos, consultas ou urgências, operações. Os custos aumentaram 30% em relação às PPP.

Para os utentes, os hospitais serem geridos por uma entidade privada ou pública é a mesma coisa desde que os cuidados de saúde sejam iguais.

O Estado nunca foi bom gestor.

Mas desde 2015 até à presente data, não sei onde termina o PS e começa o governo.

 

Candemil, a 07 de Fevereiro de 2023

José Venade / turismopt16@gmail.com

(José Venade não segue o actual acordo ortográfico em vigor)

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